Um pouco de sua vida

Francisca Motta é natural do município de Catolé do Rocha, mas adotou Patos como sua terra, onde formou uma família, ao lado de Edivaldo Motta, a quem sempre acompanhou como esposa e conselheira política.
Filha de Francisco Clementino de Araújo (natural do município de Pombal) e de Vitalina Maria da Conceição (proveniente de Serra Negra, no Rio Grande do Norte), Francisca faz parte de uma prole composta com os irmãos: Darci, Nilton, Sebastião (Galêgo), Francisco Eronildes e Rita.

Sua chegada ao município de Patos, aconteceu em 1951, quando contava apenas 9 anos de idade e veio residir com o irmão Darci, objetivando se dedicar aos estudos, cursando o primário no Grupo Escolar Rio Branco, submetendo-se ao exame admissão e ingressando no Colégio Comercial onde iniciou o Ginásio. Neste período conheceu o Jovem Edivaldo Motta, com o qual casou em 1958, contando apenas 16 anos, momento em que suspendeu a condição de estuidante para dedicar-se ao lar e, mais tarde, retomou o aprendizado, através do Supletivo de 1º e 2º graus. Com aprovação no Vestibular de História, frequentou dois  anos em Patos e, dada a transferência para a Capital, concluiu as atividades de acadêmica na UFPB - Campus de João Pessoa, onde também se formou em Pedagogia. Da união conjungal com Edivaldo Motta, nasceu a filha Illana, que lhe deu dois netos: Hugo e Olívia.

Seu Pai que era um pequeno agricultor sediado no sítio Mimoso, terras que, segundo o esposo Edivaldo, eram tão pequenas que se um jumento se espojasse dentro o rabo atingia a propriedade do vizinho, tornou-se conhecido como comerciante de carnes salgadas (charque, Jabá, etc.), cuja mercadoria era transportada no lombo de animais. Mesmo como pobre, ele teve a sorte de encaminhar a família para um melhor futuro, a partir da transferência dos primeiros filhos a outros centros, os quais passariam a abrigar os demais, dando-lhes plenas condições de conquistarem a independência: Darci Araújo, conseguiu firmar-se como funcionário público estadual (Coletoria); Nilton foi comerciante na região polarizada por Guarabira; Sebastião (Galêgo) e Francisco, possuíram bar e mercadinho em Cabedelo. Estes já encontram-se na eternidade. Eronildes se aposentou como funcionário do Bradesco – Rio de Janeiro, do qual foi supervisor, sem falar na época em que prestou serviços no PARAIBAN – Banco do Estado da Paraíba; Rita é funcionária pública. Francisca Motta, que começara a vida a dois acompanhando o esposo em uma garupa de biclicleta, fiscalizando as construções financiadas pela sogra, Dona Zefinha, como primeiro meio de vida do casal, acabou por acompanhar Edivaldo em uma gestão de vereador, Secretário Municipal, 5 legislaturas de deputado estadual e duas de federal, para em seguida, após ficar viúva, sequenciar o trabalho público como vice-prefeita e agora já no seu quarto mandato de parlamentar paraibana.

Para Francisca Motta, Família é uma instituíção sagrada

Sempre recorda com emoção o grande exemplo do seu pai, Francisco Clementino de Araújo, que faleceu aos 72 anos de idade, época em que sua mãe passou a residir na companhia do filho Nilton, em Belém de Caiçara, na região do Brejo Paraibano. Dona Vitalina permaneceria na convivência terrestre até 1977, quando contava setenta anos de idade. Ambos passando a significar um símbolo de perseverança que continua a interceder em todas as decisões de sua vida.
Para Francisca Motta, a família é uma instituição sagrada, que está acima de qualquer coisa no seio da sociedade. “Família é tudo. É paz, união, harmonia, amor, fraternidade”, costuma dizer a representante de Patos na Casa de Epitácio Pessoa.

Além do desejo de ver sua família sempre unida, com o pensamento voltado para Deus e a prática da justiça, Francisca Motta também sonha em não mais presenciar crianças passando fome, nem velhos abandonados pelos próprios filhos, mantendo um trabalho firme em prol do fim das desigualdades sociais.

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